domingo, 20 de agosto de 2017

20 de Agosto de 1889: Nasce a poetisa brasileira Cora Coralina

Cora Coralina nasceu na cidade de Goiás, no dia 20 de Agosto de 1889.  Cora Coralina é o pseudónimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas. Era filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de dona Jacyntha Luiza do Couto Brandão. 
Tornou-se doceira, ofício que exerceu até aos últimos dias da sua vida. Famosos eram os seus doces de abóbora e figo.
Cora Coralina já escrevia poemas em 1903 e chegou a publicá-los no jornal de poemas femininos "A Rosa", em 1908. Em 1910, foi publicado o seu conto "Tragédia na Roça" no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás". Em 1907 assumiu a vice-presidência do gabinete literário goiano. Em 1910 conheceu o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas e passam a viver no Estado de São Paulo. Casaram-se em 1925 e com ele teve seis filhos. Em 1934  o seu marido falece e  Cora Coralina passa a vender livros na editora José Olímpio, onde lançou a sua primeira obra, em 1965, quando tinha 76 anos, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1976 é lançado o livro "Meu Livro de Cordel" pela editora Goiana. Mas o interesse do grande público é despertado graças aos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980.
Cora Coralina recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG e foi eleita com o "Prémio Juca Pato" da União Brasileira dos Escritores, como intelectual do ano de 1983.
Faleceu em Goiânia, no dia 10 de Abril de 1985.
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Poeminha Amoroso - Cora Coralina


Este é um poema de amor 
tão meigo, tão terno, tão teu... 
É uma oferenda aos teus momentos 
de luta e de brisa e de céu... 
E eu, 
quero te servir a poesia 
numa concha azul do mar 
ou numa cesta de flores do campo. 
Talvez tu possas entender o meu amor. 
Mas se isso não acontecer, 
não importa. 
Já está declarado e estampado 
nas linhas e entrelinhas 
deste pequeno poema, 
o verso; 
o tão famoso e inesperado verso que 
te deixará pasmo, surpreso, perplexo... 
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...


sábado, 19 de agosto de 2017

19 de Agosto de 1936: O escritor espanhol Federico García Lorca é assassinado

No dia  19 de Agosto* de 1936, o escritor espanhol Federico García Lorca é fuzilado pelos franquistas perto de Granada, no sul de Espanha. A guerra civil no país eclodiria menos de um mês depois. O conflito opôs o exército do general Francisco Franco ao governo republicano. As simpatias de esquerda, o seu comprometimento com os mais desfavorecidos e a sua homossexualidade custariam a vida ao poeta. 

Nascido em Fuente Vaqueros, província de Granada, Lorca escreveu uma obra que constitui um dos pontos altos da poesia espanhola do século XX. Após sobreviver a uma infância marcada por graves e consecutivas doenças, estudou Direito e Literatura, inicialmente em Granada e depois em Madrid. Nessa época, por volta de 1919, aproximou-se dos grandes nomes da vanguarda artística espanhola e tornou-se amigo íntimo do pintor Salvador Dalí, do compositor Manuel de Falla, do cineasta Luis Buñuel e do poeta Rafael Alberti. 


Com a publicação de Libro de Poemas (1921), García Lorca despertou a atenção da crítica, e em 1925 passou a colaborar em várias revistas literárias madrilenas, sobretudo em La Gaceta Literaria e na Revista de Occidente. A crítica  consagrou-o em definitivo após a publicação das Canciones Gitanas (1927). No ano seguinte publicou Romancero Gitano (1928), para muitos a maior das suas obras poéticas. Esteve em Nova Iorque, em 1929, como bolsista da Universidade de Colúmbia, e fez ainda uma viagem a Cuba. 

Voltou a Espanha em 1931 e fundou e passou a dirigir o importante grupo teatral universitário La Barraca. Visitou países da América Latina, fazendo grande sucesso como poeta, dramaturgo e conferencista em países como Brasil, Argentina e Uruguai. Socialista convicto sem nunca ter sido comunista, havia tomado posição a favor da República. Foi preso por ordem de um deputado católico  de direita que justificou a sua prisão sob a alegação de que ele era mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver. 



Em seguida foi executado pelos nacionalistas franquistas em Víznar, com um tiro na nuca, numa execução que teve repercussão mundial. O seu corpo foi deixado em Serra Nevada. Segundo algumas versões, ele teria sido fuzilado de costas, em alusão à sua homossexualidade. A caneta  calava-se, mas emergia em todas as partes um sentimento de que o que ocorria na Espanha dizia respeito a todo o planeta. 



Assim como muitos artistas, Pablo Picasso, Pablo Casals, Salvador Dali e outros -, durante o longo regime ditatorial do generalíssimo Franco, as suas obras foram consideradas clandestinas em Espanha. 


Com o fim do regime, e o regresso do país à democracia, finalmente a sua terra natal rendeu-lhe homenagem, sendo hoje considerado o maior autor espanhol desde Miguel de Cervantes. Lorca tornou-se o mais notável numa constelação de poetas surgidos durante a guerra, conhecida como "geração de 27", alinhando-se entre os maiores poetas do século XX. 


Foi ainda um excelente pintor, compositor precoce e pianista. Como dramaturgo, Lorca fez incursões no drama histórico e na farsa antes de obter sucesso com a tragédia. As três tragédias rurais passadas na Andaluzia, Bodas de Sangue (1933), Yerma (1934) e A Casa de Bernarda Alba (1936) escrita na maior parte em prosa e talvez a sua melhor peça, asseguraram a sua posição como grande dramaturgo. 

Como poeta, destacou-se com as publicações Poema del Cante Jondo (1931), Llanto por Ignacio Sánchez Mejías (1935), Seis Poemas Gallegos (1935), Poeta en Nueva York (1940) publicado em livro postumamente, no México. 

*Algumas fontes referem 18 de Agosto como data da morte
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

Federico García Lorca em 1914

Alma Ausente - Federico García Lorca

No te conoce el toro ni la higuera, 
ni caballos ni hormigas de tu casa. 
No te conoce tu recuerdo mudo 
porque te has muerto para siempre. 

No te conoce el lomo de la piedra, 
ni el raso negro donde te destrozas. 
No te conoce tu recuerdo mudo 
porque te has muerto para siempre. 
El otoño vendrá con caracolas, 
uva de niebla y montes agrupados, 
pero nadie querrá mirar tus ojos 
porque te has muerto para siempre. 

Porque te has muerto para siempre, 
como todos los muertos de la Tierra, 
como todos los muertos que se olvidan 
en un montón de perros apagados. 

No te conoce nadie. No. Pero yo te canto. 
Yo canto para luego tu perfil y tu gracia. 
La madurez insigne de tu conocimiento. 
Tu apetencia de muerte y el gusto de su boca. 

La tristeza que tuvo tu valiente alegría. 
Tardará mucho tiempo en nacer, si es que nace, 
un andaluz tan claro, tan rico de aventura. 
Yo canto su elegancia con palabras que gimen 
y recuerdo una brisa triste por los olivos.


El crimen fue en Granada - Antonio Machado

 Se le vio, caminando entre fusiles,
por una calle larga,
salir al campo frío,
aún con estrellas de la madrugada.
Mataron a Federico
cuando la luz asomaba.
El pelotón de verdugos
no osó mirarle la cara.
Todos cerraron los ojos;
rezaron: ¡ni Dios te salva!
Muerto cayó Federico
—sangre en la frente y plomo en las entrañas—
... Que fue en Granada el crimen
sabed —¡pobre Granada!—, en su Granada.

          2. El poeta y la muerte

  Se le vio caminar solo con Ella,
sin miedo a su guadaña.
—Ya el sol en torre y torre, los martillos
en yunque— yunque y yunque de las fraguas.
Hablaba Federico,
requebrando a la muerte. Ella escuchaba.
«Porque ayer en mi verso, compañera,
sonaba el golpe de tus secas palmas,
y diste el hielo a mi cantar, y el filo
a mi tragedia de tu hoz de plata,
te cantaré la carne que no tienes,
los ojos que te faltan,
tus cabellos que el viento sacudía,
los rojos labios donde te besaban...
Hoy como ayer, gitana, muerte mía,
qué bien contigo a solas,
por estos aires de Granada, ¡mi Granada!»

          3. Se le vio caminar... 
                      Labrad, amigos,
de piedra y sueño en el Alhambra,
un túmulo al poeta,
sobre una fuente donde llore el agua,
y eternamente diga:
el crimen fue en Granada, ¡en su Granada!



19 de Agosto de 1883: Nasce Coco Chanel

Empresária do mundo da alta-costura e da perfumaria, Coco Chanel nasceu a 19 de Agosto de 1883, em França, foi baptizada como Gabrielle Bonheur Chanel, e passou uma infância difícil na região de Auvergne. Viveu com os tios depois de ter ficado órfã aos seis anos. Foi criada segundo uma maneira muito tradicionalista, mas aos 16 anos mudou-se para Paris, com a ajuda de um oficial de cavalaria milionário, e passou a conviver com a alta sociedade. Como não gostava dos espampanantes chapéus com plumas de avestruz da época, montou uma pequena loja e passou a desenhar os seus próprios chapéus. Mais tarde, em 1914, abriu um estabelecimento maior em Paris.A sua carreira de estilista tinha sido iniciada aos 26 anos, mas foi durante a Primeira Guerra Mundial que começou a ser conhecida, por ter desenhado os fatos de trabalho fabril para as mulheres que substituíram os homens que partiram para combater.Na sua loja, Coco Chanel vendia roupa simples e confortável para mulher e alcançou grande sucesso porque foi ao encontro das necessidades da época. A casa Chanel, em cerca de cinco anos, tornou-se numa das mais conceituadas de Paris, graças à introdução de diversas novidades a nível de vestuário. Coco Chanel apresentou roupas mais masculinas para as mulheres, tentando assim torná-las mais livres e independentes.
As suas criações eram tão caras como as da concorrência, mas serviram de inspiração para a confecção, por particulares, de peças acessíveis a quase toda a gente.

Em 1921 lançou o mundialmente famoso perfume Chanel n.º 5, que na altura representou uma viragem no mercado, devido ao nome simples e à forma do frasco, de linhas retas, pouco usuais na época.Durante a Segunda Guerra Mundial, Chanel fechou a casa e envolveu-se romanticamente com um oficial alemão facto que causou bastante polémica em França.
Reabriu o seu negócio em Paris em 1954 para ajudar a fazer subir as vendas dos perfumes com a sua marca. Na época lançou ainda uma colecção de fatos que não convenceu a crítica, mas pouco tempo depois muitos costureiros imitavam estas peças. Na época, Coco Chanel tentou combater a predominância dos vestidos muito apertados na cintura.

Na década de 60 não apresentou grandes novidades e optou por refinar o seu estilo, que consistia em blusas sem gola, saias levemente cintilantes e bainhas que nunca subiam do joelho. Entre as suas clientes mais famosas contam-se mulheres como a princesa Grace e as actrizes Marlene Dietrich e Ingrid Bergman.Coco Chanel faleceu a 10 de Janeiro de 1971 com o estatuto de uma das mais influentes criadoras de moda de sempre em todo o mundo, graças à opção por um estilo simples, mas com classe.

Fontes: Coco Chanel. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)
Arquivo: Coco Chanel, 1920.jpg
Coco Chanel em 1920
Arquivo: CHANEL No5 parfum.jpg

19 de Agosto de 1692: Julgamentos das Bruxas de Salém: uma mulher e cinco homens são executados após terem sido acusados de bruxaria.

Na povoação de Salém, ao norte de Boston, na colónia de Massachusetts Bay, Nova Inglaterra, Sarah Goode, Sarah Osborne e Tituba, uma escrava indígena de Barbados, foram acusadas em 1 de Março de 1692 de prática ilegal de feitiçaria. Naquele mesmo dia, Tituba, possivelmente debaixo de coerção, confessou o crime, encorajando as autoridades a iniciar uma caça às bruxas de Salém. A onda de intolerância e fanatismo religioso que se seguiu vitimou no início quase 20 pessoas.

Os problemas na pequena comunidade puritana começaram no mês anterior, quando Elizabeth Parris de nove anos e Abigail Williams de 11 anos, filha e sobrinha, respectivamente, do reverendo Samuel Parris, passaram a sofrer ataques e outras misteriosas doenças. Um doutor concluiu que as meninas estavam a sofrer os efeitos de bruxarias. Elas corroboraram o diagnóstico médico.

Com o encorajamento de muitos adultos da comunidade, as jovenzinhas, às quais se juntaram prontamente outros “aflitos” residentes de Salém, acusaram um amplo círculo de habitantes locais de prática de feitiçaria, a maioria mulheres de meia-idade, mas também diversos homens e até uma criança de quatro anos. Durante os meses que se seguiram, atormentados moradores daquela área incriminaram mais de 150 mulheres e homens de Salém e zonas circunvizinhas de práticas satânicas.

Em Junho de 1692,o tribunal de Oyer, para as “audiências” e o tribunal de Terminer, para as “decisões”, reuniram-se em Salém sob a presidência do juiz William Stoughton para julgar os acusados. A primeira a ser julgada foi Bridget Bishop de Salém, considerada culpada e executada na forca em 10 de Junho. Treze outras mulheres e quatro homens de todas as idades foram também conduzidos ao patíbulo e um homem, Giles Corey, foi executado por esmagamento. No dia 19 de Agosto realizam-se novas execuções. A maioria dos submetidos a julgamento foi condenada com base no comportamento das próprias testemunhas durante os procedimentos judiciais, caracterizado por ataques e alucinações que alegavam estar a ser causados pelos acusados naquele mesmo momento.



Em Outubro de 1692, o governador William Phipps de Massachusetts ordenou que os Tribunais de Oyer e Terminer fossem dissolvidos e substituídos por um Tribunal Superior  que proibiu esse tipo de testemunho sensacionalista nos julgamentos subsequentes.



As execuções cessaram e o Tribunal Superior finalmente libertou todos os acusados que aguardavam julgamento e indultou aqueles sentenciados à pena de morte. Terminava assim os processos das feiticeiras de Salém que resultou na execução de 19 mulheres e homens inocentes.


As perseguições às bruxas de Salém serviram, dois séculos e meio depois, como tema para que o dramaturgo Arthur Miller – sofrendo as intimidações feitas pelo Comité de Actividades Antiamericanas do senador Joseph McCarthy –, escrevesse a peça de teatro The Crucible,  conhecida como As Bruxas de Salém. Encenada no início dos anos 1950, eram evidentes as analogias que Miller fez entre as perseguições à esquerda americana na época da Guerra Fria, com os tormentos sofridos pelas “bruxas” de Salém.
Na Idade Média, as pessoas acusadas levianamente de praticar bruxaria ou magia, depois da acusação eram perseguidas, caçadas e levadas à fogueira. Os episódios de Salém tornaram modernamente “caça às bruxas” como acusação e perseguição indiscriminada às pessoas sem provas reais e sem o devido processo.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

Ilustração de 1876 da sala de audiências
O Reverendo Samuel Parris

19 de Agosto do ano 14: Data provável da morte de Octávio César Augusto, primeiro imperador romano

Gaius Julius Caesar Octavianus (63 a. C.-14 d. C.), sobrinho-neto de Júlio César, cujo assassinato se encarregou de vingar, tornar-se-ia, mercê do seu génio político, o primeiro imperador romano. Como Júlio César, viria a fazer parte, logo após a sua morte, do panteão dos deuses de Roma.
Seu pai fora senador e pretor. Morrera, porém, quando Augusto tinha apenas quatro anos de idade. Assim, a sua entrada na vida pública contou sobretudo com o apoio de Júlio César, que, no seu testamento, o tomaria como filho adoptivo e herdeiro.
Com tal patrocínio, a carreira política de Augusto foi fulgurante desde o início. Em 43 a. C. formou com Lépido e Marco António o segundo triunvirato, tendo os três homens dividido entre si o governo do território do império. O triunvirato duraria oficialmente dez anos, mas a influência real de Lépido apagar-se-ia antes do termo desse período. Deste modo se tornava evidente a disputa entre Augusto e Marco António pelo domínio de Roma. Em 31 a. C., Augusto declara guerra a Cleópatra, a quem o seu adversário se aliara. Com a conquista do Egipto no ano seguinte, Marco António e a rainha suicidar-se-iam.
A partir de então, sem rivais a enfrentar, Augusto pôde começar, com um talento político e organizativo ímpar, a dispor de novo as estruturas do império de tal modo que garantia para si o controlo efectivo dos poderes essenciais ao mesmo tempo que mantinha as instituições republicanas. Assim, durante largos anos ostentou apenas os títulos de cônsul e tribuno, não havendo, contudo, dúvidas de que o seu poder era virtualmente ilimitado. Mais tarde assumiria também a direcção do culto religioso romano.
Enquanto os seus generais iam alargando os limites territoriais do império, sobretudo no continente europeu, Augusto consolidava o poder central e organizava a administração no que dizia respeito ao emprego de funcionários, à cobrança de impostos, à emissão de moeda e à manutenção da ordem pela frota e pelas legiões de Roma. Desta forma, o exercício do poder absoluto por Augusto coincidiria com uma época de paz e estabilidade interna no império (a chamada 
pax romana), época bem diferente do período conturbado das guerras civis que a precederam. Época áurea do império em vista da ordem social estabelecida e da extensão territorial alcançada, foi também notável pelas grandes obras realizadas (inúmeros templos foram erigidos, fez-se uma extraordinária rede de estradas) e pelas suas manifestações culturais, sobretudo no campo da literatura, em que se distinguiram autores como Virgílio, Horácio e Tito Lívio.
Octávio faleceu a 19 de Agosto do ano 14, preparou cuidadosamente a sucessão, tendo deixado o governo do império a Tibério Augusto, seu filho adoptivo.
Octávio César Augusto. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)
File:Statue-Augustus.jpg
A estátua Augusto de Prima Porta



Áureo de Octávio, c. de 30a. C.

File:Octavian aureus circa 30 BCE.jpg

Assassinato de Júlio César,pai adoptivo de Octávio - Jean-Léon Gérôme File:Jean-Léon Gérôme - The Death of Caesar - Walters 37884.jpg

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

18 de Agosto de 1750: Nasce o compositor italiano Antonio Salieri

Compositor italiano, nascido em Legnano a 18 de Agosto de 1750 e falecido a 7 de Maio de 1825. Depois de ficar órfão, com 16 anos, foi para Viena estudar com F.L. Gaamann, compositor e diretor musical da corte do Imperador José II.
Começou a participar, juntamente com o seu tutor, nas reuniões que tinham como anfitrião o Imperador. Mais tarde, começou a participar ativamente nas mesmas reuniões, conseguindo os seus primeiros rendimentos. Fruto da sua boa relação com o Imperador, consegue em 1788 o cargo de Mestre de Capela (e exerce-o durante 36 anos), de forma a poder ter rendimentos para casar.
Fez carreira como compositor, escrevendo óperas desde 1768. De facto, a sua primeira ópera foi Le Donne Letterate (1770), mas só conseguiu o primeiro sucesso com Armida, em 1772. Tarare (Axur) foi a sua ópera com maior reconhecimento, chegando a ser apresentada em Paris. Como características principais da sua composição destacam-se a sua expressão melódica com uma enorme influência de Gluck, um componente coral muito dramático e uma cuidada declamação. Em 1790 deu como encerrada a composição de ópra italiana. Quando começou a abrandar a composição, já contava com uma obra de cerca de 40 óperas, mas continuou a ser uma figura central na cena musical vienense, até à sua morte, em 1825.
A par da carreira de compositor como alunos, entre outros, Beethoven, Schubert e Liszt.

Antonio Salieri. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
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Ficheiro:Antonio Salieri painted by Joseph Willibrord Mähler.jpg
Antonio Salieri por Joseph Willibrord Mähler 



18 de Agosto de 1830: Nasce Francisco José I, imperador da Áustria

Imperador da Áustria de 1848 a 1916 e rei da Hungria entre 1867 e 1916. Neto do imperador Francisco I da Áustria (ou Francisco II, último imperador do Sacro-Império Romano-Germânico, entre 1792 e 1806), era filho do arquiduque Francisco Carlos, segundo filho de Francisco I da Áustria e irmão do sucessor deste, Fernando I (1835-1848), o qual sofria de problemas mentais e abdicou a favor do sobrinho em 1848. Nasceu Francisco José I em Viena, a 18 de agosto de 1830, no palácio de Schönbrunn. Adotou um estilo de vida austero, apesar do luxo do palácio Schönbrunn, embora mantivesse na corte um ambiente fausto de uma etiqueta estrita e de grandiosas cerimónias. Não possuindo a envergadura de um homem de Estado, demonstrou parcialidade na sua governação do império.
Em 1849 restabeleceu a dominação austríaca na Lombardia e na Hungria, beneficiando do apoio da Rússia. Tentou reorganizar o seu império sob o sistema do federalismo. Aliou-se à Alemanha na guerra dos Schleswig-Holstein e Duchés (1863-1865). O triunfo da Prússia (1866) eliminou definitivamente os Habsburgos da política alemã e obrigou Francisco José a fazer concessões substanciais à Hungria. Em 1867 o império ficou sob o regime dualista, no qual a Hungria era reconhecida como Estado igual ao da Áustria, unidos sob o mesmo monarca.
O esforço de manter unido o império refletiu-se nos acontecimentos familiares: a execução do seu irmão Maximiliano no México (1867); a morte em circunstâncias mal conhecidas do seu único filho, o arquiduque Rodolfo, herdeiro do trono (1889); o assassinato da sua mulher, a imperatriz Isabel (a famosa e trágica Sissi) por um anarquista em Genebra (1898) e o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, seu sobrinho e herdeiro, por um sérvio quando visitava Sarajevo. Este último acontecimento viria a desencadear a Primeira Grande Guerra.
Francisco José, último grande monarca da grande família aristocrática germânica dos Habsburgos, morreu em Viena a 21 de novembro de 1916, dois anos depois de o seu império entrar em derrocada total, no decurso da Primeira Guerra Mundial.
Francisco José I. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. 
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 Ficheiro:KaiserFranzjosef1853-1-.jpg
O Imperador Francisco José, por Miklós Barabás(1853), no Museu Nacional da Hungria,Budapeste
File:Pietzner, Carl (1853-1927) - Emperor Franz Josef I - ca 1885.jpg
O Imperador em 1885
File:The Austrian Imperial family in Göddollo.jpg