segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A Rússia Czarista: Nicolau II, o último czar da dinastia Romanov

O czar Nicolau II e a sua mulher Alexandra Feodorovna foram coroados na catedral ortodoxa da Assunção, ao lado do Kremlin, em 26 de Maio de 1896. Durante a longa cerimónia, Nicolau recebeu o ceptro e o colar da Ordem de Santo André. O colar caiu ao chão. Os místicos da corte interpretaram este incidente como um mau presságio. A Revolução de Fevereiro de 1917 obrigaria o czar a abdicar. A família imperial seria executada em Julho de 1918. 

Nicolau não estava preparado nem tinha inclinação para governar, o que prejudicou a autocracia, que ele queria preservar, numa época em que se buscavam mudanças, desesperadamente. Nascido em 1868, sucedeu ao pai, o czar Alexander III, falecido em Novembro de 1894. No mesmo mês, o herdeiro casou-se com Alexandra, que viria a exercer grande influência sobre ele. Após um período de luto pelo falecimento do antecessor, Nicolau e Alexandra foram coroados. 

Nicolau resistiu aos apelos de reformas e buscou manter o absolutismo czarista, embora não dispusesse de força de vontade necessária para tanto. O desastroso desfecho da Guerra Russo-Japonesa desembocou na Revolução Russa de 1905, que Nicolau somente conseguiu aplacar após a aprovação de uma assembleia de representantes – a Duma – e promessa de reformas constitucionais. O czar logo recuou dessas concessões e reiteradamente dissolvia a Duma, contribuindo para um crescente apoio popular aos bolcheviques e outros grupos revolucionários. 

Em 1914, Nicolau conduziu o seu país a outra guerra onerosa – a Primeira Guerra Mundial. O descontentamento crescia à medida que escasseavam os alimentos e surgiam derrotas devastadoras frente à Alemanha, demonstrando a total ineficiência da Rússia. Em 1915, o czar pessoalmente assume o comando do exército, deixando a czarina no controlo da política doméstica. A corte, nesta altura, estava sob o domínio do místico Rasputin, que punha a dispunha dos ministros. 
 
Em Fevereiro de 1917, a guarnição de Petrogrado juntou-se aos operários em greve para exigir reformas socialistas. Nicolau, pressionado, abdica em favor do seu irmão Miguel, que recusa a coroa, o que põe fim à autocracia czarista. Nicolau, a sua mulher e filhos foram detidos no palácio de Czarskoye Selo pelo governo provisório e em Agosto levados para Tobolsk na Sibéria Ocidental por pressão do soviete de Petrogrado, a poderosa coligação de conselhos de soldados e trabalhadores que dividia o poder com o governo provisório na primeira fase da Revolução Russa. 

Em Outubro de 1917, os bolcheviques liderados por Vladimir Lenine tomam o poder e estabelecem o primeiro estado operário da história. Em Abril de 1918, Nicolau e a sua família são transferidos para 
 Ecaterimburgo nos Urais, o que selou o seu destino. Eclode a guerra civil em Junho de 1918 e em Julho o exército branco avança sobre Ecaterimburgo durante uma campanha contra o recém-formado Exército Vermelho. Foram dadas ordens às autoridades locais para evitar o resgate dos Romanovs e após uma reunião secreta do soviete de  Ecaterimburgo, foi decretada a sentença de morte da família imperial. 

Logo após a meia-noite de 17 de Julho, ordenou-se a Nicolau, Alexandra, e aos seus cinco filhos e outros quatro familiares que se vestissem rapidamente e descessem ao sótão. Ali, todos eles foram dispostos em duas fileiras para a tomada de fotografia, dizendo-lhes que era para acabar com os rumores de que haviam escapado. De repente, uma dezena de homens armados irrompe no local e abate a família imperial.
Os restos mortais de Nicolau, Alexandra e três dos seus filhos foram exumados numa floresta perto de  
Ecaterimburgo em 1991 e identificados. 
Fontes: Opera Mundi
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A coroação de Nicolau II e Alexandra Feodorovna - Valentin Serov
Nicolau II e a sua família (da esquerda para a direita): Olga, Maria, Nicolau, Alexandra, Anastásia, Alexei e Tatiana.




26 de Setembro de 1968: Marcello Caetano é nomeado presidente do Conselho de Ministros

Deputado especialista de Direito, jornalista e político, de seu nome completo Marcello José das Neves Alves Caetano, nasceu em 1906 e faleceu em 1980. Produziu uma obra vasta de investigação no domínio do Direito administrativo, do Direito constitucional e da história do Direito em Portugal, para além do Direito corporativo, o que aliás se casava intimamente com as suas responsabilidades e opções políticas. É, de resto, autor do projeto do Código Administrativo de 1936, e o primeiro docente universitário a leccionar Direito corporativo em universidades portuguesas. De facto, tendo-se iniciado na política como seguidor do Integralismo Lusitano, aderiu ao Estado Novo criado por Salazar e ocupou numerosos cargos de alta responsabilidade, a nível partidário (presidente da Comissão Executiva da União Nacional), na direcção dos organismos miliciais do regime (Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa), em estruturas essenciais das forças de apoio político ao regime (procurador, vice-presidente e presidente da Câmara Corporativa) e ainda a nível governamental (foi Ministro das Colónias e Ministro da Presidência).O seu relacionamento com Salazar nem sempre foi pacífico, mas tal não obstou a que fosse reconhecido como seu mais que provável sucessor na chefia do Governo. Algumas situações mesmo houve em que os dois se encontraram em conflito aberto ou latente: quando, por exemplo, Marcello se demite de reitor da Universidade Clássica de Lisboa, como forma de protesto pela repressão violenta sobre os estudantes universitários de Lisboa (1962), ou quando o general Botelho Moniz o procurou associar ao seu frustrado golpe de Estado (1961).Ascendeu efectivamente à chefia do Governo, mas por escolha do presidente da República, almirante Américo Thomaz, após se verificar a incapacidade de Salazar para continuar no exercício de funções. Entre 1968 e 1974, procura construir uma política de "evolução na continuidade", concedendo alguma abertura política à oposição, admitindo mesmo no seio da União Nacional (rebaptizada Acção Nacional Popular) um grupo de jovens liberais com forte espírito crítico e grande dinamismo. Tentou, sem sucesso, uma política de equilíbrio entre uma facção de duros defensores do regime, partidários de posições intransigentes no campo da defesa da "ordem" interna e da continuação da guerra colonial, e uma tendência de certo modo reformista, mais liberal e europeísta. As suas hesitações, ao tentar singrar entre as duas correntes, enfraqueceram-no e retiraram-lhe margem de manobra. Cairia, por fim, em resultado da conspiração que iria dar origem ao 25 de Abril de 1974, após o qual foi autorizado a seguir para o exílio, no Brasil, onde se dedicou à docência e revelou, em livros de carácter memorialístico, o seu grande azedume perante a evolução dos acontecimentos em Portugal.     
 Marcello Caetano. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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Marcello Caetano
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26 de Setembro de 1849: Nasce o fisiologista russo Ivan Petrovich Pavlov, Prémio Nobel da Medicina em 1904.

Fisiologista russo, de seu nome completo, Ivan Petrovich Pavlov, nascido em 1849, em Ryazan, na Rússia, e falecido em 1936, em Leninegrado, atual São Petersburgo. Embora tendo iniciado os seus estudos num seminário, acabou por renunciar à carreira religiosa e formou-se na Universidade de São Petersburgo na área de Ciências e Medicina. Foi diretor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Medicina Experimental. Aqui iniciou as suas investigações sobre as secreções gástricas. O seu nome é associado sobretudo à teoria do Reflexo Condicionado. Realizou neste sentido várias experiências com animais, sobretudo com cães. Apercebe-se, no decorrer dessas experiências que o cão salivava não só quando via o alimento - reflexo inato - mas também a sinais associados, por exemplo, o som de uma campainha. Designou este comportamento por reflexo condicionado. Esta teoria influenciou o desenvolvimento das teorias comportamentais da psicologia até às primeiras décadas do século XX. Assim, em 1904, foi laureado com o Prémio Nobel da Fisiologia e da Medicina pelo trabalho que desenvolveu sobre os atos reflexos e as secreções digestivas. Recebeu o doutoramento Honoris Causapela Universidade de Cambridge e a atribuição da Ordem da Legião de Honra por recomendação da Academia de Medicina de Paris. As suas principais obras foram A atividade das glândulas digestivas (1900) e Reflexos Condicionados(1927).
Fontes: Infopédia
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Ivan Petrovich Pavlov

domingo, 25 de setembro de 2016

25 de Setembro de 1849: Morre o compositor austríaco Johann Strauss (pai)

Johann Strauss ou Johann Baptist Strauss foi um compositor austríaco. Nasceu em Viena no dia 14 de Março de 1804, foi o primeiro grande compositor da família Strauss. Após uma formação autodidacta, tornou-se violinista na orquestra de Michael Pamer, conhecido compositor de música ligeira. Mais tarde, regeu a orquestra de Joseph Lanner.
Casou com Maria Anna Streim, em 1825, na igreja paroquial de Liechtenthal, em Viena. O seu casamento foi instável com as suas ausências prolongadas, levando a um afastamento gradual entre o casal e, mais tarde, Emilie Trampusch tornou-se sua amante  e teve com ela seis filhos.
Apresentou pela primeira vez ao público vienense uma valsa da sua autoria, Täuberlwalzer (1826), baptizada, segundo a moda da época, com o nome do local onde se realizou a estreia. Fundou o seu próprio grupo (1830) e passou a ser visto como o maior músico austríaco da época e ganhou prestígio internacional a partir do momento em que passou a realizar (1833) frequentes apresentações pela Europa. Nomeado director dos bailes imperiais (1833), escreveu 18 marchas, entre as quais a célebre Marcha Radetzky, mais de 150 valsas e inúmeras polcas, quadrilhas e outras peças de dança, todas notáveis pelo brilho melódico e rítmico.
Strauss morreu em Viena no dia 25 de Setembro de 1849 de "escarlatina" que contraiu a partir de um de seus filhos ilegítimos. Foi enterrado no cemitério ao lado do seu amigo Döblinger Josef Lanner. Em 1904, os seus restos mortais foram transferidos para o túmulo no Cemitério Central de Viena.
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Johann Strauss em 1837


25 de Setembro de 1513 : O explorador espanhol Vasco Núñez de Balboa "descobre" o Oceano Pacífico

Vasco Núñez de Balboa foi um explorador e fidalgo espanhol. Nasceu em Jerez de los Caballeros, em Badajoz em  1475 e faleceu em Acla, no Panamá, a  21 de Janeiro de 1519. Orientado por Rodrigo de Bastidas numa das suas viagens às Américas tornou-se célebre por ser considerado o descobridor do Pacífico.
Balboa pertencia a uma família nobre empobrecida, e quando  tinha 26 anos alistou-se na expedição de Rodrigo de Bastidas para a América, cruzando a costa da Colómbia moderna.
Em 1511, Nuñez de Balboa obteve o cargo de governador no Novo Mundo. Movido pelo propósito de descobrir o mar de que falavam os indígenas, aventurou-se continente adentro, num périplo de mais de 30 dias que culminou numa das maiores façanhas da história das conquistas espanholas na América, o descobrimento do Mar do Sul, nome que deram ao actual Oceano Pacífico. Foi a 25 de Setembro de 1513 que Vasco Núñez de Balboa "descobriu" o Oceano Pacífico. Reza a lenda que terá subido a um monte indicado pelos índios apenas na companhia do seu cão Leoncito, tornando-se no primeiro europeu a avistar o maior Oceano da Terra. Depois de tomar posse do mar em nome da Espanha, Balboa e os seus homens retornaram a Darien em Janeiro de 1514.

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Balboa reivindicando a posse do Mar do Sul
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Viagem  de Balboa em 1513

25 de Setembro de 605 a.C. : Nabucodonosor II é coroado rei da Babilónia

No dia 25 de Setembro de 605 a.C., após a morte do seu pai, Nabopolassar, Nabucodonosor é coroado rei do Império Neo-babilónico. Pouco antes da sua coroação, ele havia vencido os egípcios em Kharkemish,  expulsando-os do Médio Oriente. Nabucodonosor reinaria durante 43 anos, até 562.
  
As tropas da Mesopotâmia invadiram a Judeia em 597, comandadas pelo seu monarca, que ordenou a  destruição  do Templo de Jerusalém e, quando os seus habitantes se revoltaram contra os babilónios em 587, fez deportar todos os judeus para a Babilónia. Este exílio, chamado "cativeiro da Babilónia", marca o começo da primeira diáspora. O monoteísmo seria reforçado e Javé apareceria então como a única divindade do universo. 
  
O nome de Nabucodonosor é mundialmente conhecido, a pessoa do rei, muito pouco. Somente alguns versículos da Bíblia e a ópera de Verdi, Nabuco, preservam a sua memória. No entanto, este monarca desempenhou um papel de primeira grandeza no antigo Médio Oriente .
Quando nasceu em 632 a.C., a situação política da região estava em total convulsão. O seu pai, há cinco anos no trono, tentava expulsar do país os assírios, que saqueavam as colheitas. Aliou-se aos medas que desencadearam um violento contra-ataque tomando as principais cidades assírias em 612. Mesmo quando os seus aliados de circunstância se retiraram, os babilónios continuaram a luta, empurrando os assírios para oeste.  
Muito jovem, Nabucodonosor assumiu o comando do exército. Venceu os egípcios e durante cerca de 60 anos a Babilónia governou  a região compreendida entre o Tigre-Eufrates e o Mediterrâneo.

Assumindo o título oficial de “Rei da Babilónia” era, como todos os predecessores, um monarca absoluto, todavia resolveu governar conforme os usos e costumes do povo. 
  
As populações da região aceitaram o poder de Nabuco. Chefes locais substituíram os governantes assírios e ele aceitou tal estado de coisas, desde que a entrega regular e anual dos impostos fosse mantida. 
  
Dois Estados da região representavam uma real ameaça: o porto de Tiro, actual Líbano, e o reino da Judeia. O primeiro controlava a rota marítima; a capital do segundo, Jerusalém, a rota terrestre. O conflito com Tiro foi mais rude. A sua determinação de independência inquietava Nabucodonosor. Queria anexá-lo à força, mas Tiro era uma ilha e os babilónios não possuíam marinha. Após 13 anos de bloqueio terrestre, de 585 a 572, os babilónios renunciaram ao seu projecto e firmaram um acordo de paz. 
  
Nesse meio tempo, Nabucodonosor trabalhou activamente na reconstrução da Babilónia. A tarefa era gigantesca, o centro do país estava destruído depois da guerra contra os assírios, a salinização da terra sacrificava as colheitas e faltava mão-de-obra. As estruturas políticas, sociais e administrativas, porém, mantiveram-se intactas. O rei dedicou-se aos restauros arquitectónicos.

Mandou reconstruir os templos das principais divindades por todo o país e iniciou a tarefa de embelezamento da capital, Babilónia. As suas defesas foram remodeladas, cercou-se de uma muralha externa de 17 quilómetros e uma interna de 8 quilómetros – o Muro de Medas. Transformou a cidade num centro cultural, comercial e financeiro do mundo antigo.
A maior realização do seu reinado, além das muralhas, da Torre de Babel com mais de 100 m de altura —na verdade um zigurate em forma piramidal— e um canal  que ligava os rios Tigre e Eufrates, foram os Jardins Suspensos. A obra é considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Eram compostos por seis terraços construídos como andares,. Os andares tinham cerca de 120 m², apoiados por colunas que chegavam a medir até 100 metros. Cada superfície era adornada com jardins botânicos que continham inúmeras árvores frutíferas, esculturas dos deuses cultuados pelos acádios e cascatas, situadas numa planície rectangular.
A fim de preservar a beleza dos Jardins Suspensos, escravos mantinham o sistema de roldanas e baldes para encher as cascatas e piscinas. Por mais que se imagine a estonteante beleza dos Jardins Suspensos, muito pouco se sabe de como eram mantidos, e qual foi sua finalidade ou o motivo da sua destruição. Em nenhum documento se encontra registo da existência desta obra. O que se sabe está registado em anotações de historiadores da Grécia Antiga, mas as informações são muito vagas. 
Após sua morte, sem contar com um sucessor com a mesma força, os babilónios caem diante dos exércitos persas de Ciro II, que liberta os judeus.
Fontes: Opera Mundi
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Moeda com a face de Nabucodonossor

Representação dos jardins suspensos da Babilónia, como imaginados por Martin Heemskerck. Na pintura, a Torre de Babel aparece ao fundo.

sábado, 24 de setembro de 2016

24 de Setembro de 1541: Morre Paracelso, mestre da medicina filosófica

Paracelso é o pseudónimo de Phillipus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheimnasceu. Nasceu em Einsiedeln, na Suiça  a 17 de Dezembro de 1493  e faleceu em Salzburgo a  24 de Setembro de 1541. Foi médico, alquimista, físico e astrólogo. A ele também é creditada a criação do nome do elemento zinco, designando-o zincum.
No início do século XVI, a medicina era considerada ultrapassada. Nesta época só se conhecia o tratamento de doenças através de ervas, plantas e substâncias extraídas de animais. Não se imaginava que a cura para alguns males estava nos recursos minerais, foi aí que Paracelso desempenhou o seu papel de médico e alquimista. É dele a frase: “Todas as substâncias são venenos, não existe nada que não seja veneno. Somente a dose correcta diferencia o veneno do remédio.” A partir desta frase já se nota a habilidade do médico alquimista em estipular doses precisas de medicamento para a cura de doenças.

Paracelso revelou que os elementos químicos como o zinco, ferro, manganês, poderiam estar presentes no nosso corpo. Ao contrário do que se pensava na época, os minerais existiam na forma orgânica e não somente na forma inorgânica (fora do organismo). Foi a partir daí que o alquimista propôs uma interacção dos minerais e metais com o bem estar do homem, e um de seus estudos envolvia a cura da sífilis com mercúrio.

Numa época que a sífilis atingiu inúmeras pessoas na Europa, os estudos de Paracelso aparecem como um milagre. Este médico, pela primeira vez na história, usou algo que era vegetal, nem animal para tratamento médico. A sífilis curada pelo metal mercúrio foi uma amostra desta inovação e foi considerada a mais importante descoberta de Paracelso.
Paracelso foi um astrólogo, assim como muitos dos físicos europeus da época. A Astrologia foi uma parte muito importante da Medicina de Paracelso. Num dos seus livros, ele reservou várias secções para explicar o uso de talismãs astrológicos na cura de doenças. Paracelso criou e produziu talismãs para várias enfermidades.

A parte essencial de sua obra foi publicada “post-mortem’”. As suas descobertas propriamente científicas aparecem mescladas com dissertações filosóficas e exposições de teorias sociais. Para conhecer a fundo e compreender a medicina da sua época, alguém teria de ser a um só tempo cientista, médico e um erudito perfeitamente informado sobre as ciências ocultas.
Na opinião de Paracelso, o médico não deveria contentar-se  em ser apenas um técnico do corpo, mas também um filósofo.
Algumas das regras de Paracelso diziam que, primeiramente, é preciso melhorar a saúde .Para tanto há que  respirar, fundo e ritmicamente, com a maior frequência possível, enchendo bem os pulmões, ao ar livre ou assomando a uma janela. Beber diariamente  dois litros de água, comer muitas frutas, mastigar os alimentos de modo o mais perfeito possível, evitar o álcool, o tabaco e os remédios, a menos que estejam submetidos a tratamento devido à causa grave.
Tomar banho diariamente é um hábito que se deve à própria dignidade. Para complementar, afastar por completo do estado de ânimo, por mais motivos que existam, toda a ideia de pessimismo, rancor, ódio, tédio, tristeza, vingança e ressentimento.

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