sábado, 21 de abril de 2018

21 de Abril de 1509: Henrique VIII sobe ao trono de Inglaterra.

Henrique VIII, rei de Inglaterra, nasceu a 28 de Junho de 1491, em Greenwich, e morreu a 28 de Janeiro de 1547, em Londres. Ascendeu ao trono a 21 de Abril de 1509, sucedendo a seu pai, Henrique VII.É recordado pelos seus sucessivos casamentos. As suas seis mulheres foram: Catarina de Aragão (mãe da rainha Maria I), Ana Bolena (mãe da rainha Isabel I) com quem casou a 25 de Janeiro de 1533 e que mandou executar, Jane Seymour (mãe do seu sucessor, Henrique VI), Ana de Cleves, Catherine Howard, também executada, e Catherine Parr. Ana Bolena foi rainha de Inglaterra de 1533 a 1536, sendo a segunda esposa de Henrique VIII.O seu casamento foi polémico  do ponto de vista político e religioso e resultou na criação da Igreja Anglicana
Durante o reinado de Henrique VIII, coincidente com os alvores do Renascimento em Inglaterra, assistiu-se a um reforço do poder real. Ao mesmo tempo, Henrique alterou a posição do país na cena internacional, nomeadamente em consequência do primeiro casamento desfeito (ato que foi considerado uma ofensa à Espanha, que se tornaria uma potência rival e inimiga por muito tempo) e da instauração da Igreja Anglicana.De facto, a criação da Igreja de Inglaterra foi a solução encontrada para a recusa do Papa em declarar a anulação do casamento do rei com Catarina de Aragão. Henrique VIII declarou a independência da Igreja nacional e auto proclamou-se seu líder. Ao mesmo tempo, as propriedades do clero foram confiscadas e os próprios membros viram-se obrigados a submeter-se à nova orientação doutrinária e à nova hierarquia. O casamento foi declarado nulo por um conselho de eclesiásticos. Em resposta, o Papa excomungou o monarca.
Ao longo do seu reinado, Henrique VIII teve como homens de confiança o cardeal Wolsey e o grande intelectual Sir Thomas More. Ambos, porém, acabariam por ser sacrificados no braço de ferro entre Henrique VIII e o Papa - Wolsey caiu em desgraça, sendo afastado do poder, enquanto More foi mesmo executado. Outro homem a quem o rei deu largos poderes foi Thomas Cromwell, um dos grandes responsáveis pelas reformas.

Henrique VIII. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
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Arquivo: Hans Holbein d.  J. 048.jpg
Henrique VIII em 1542 - Autor Desconhecido

Arquivo: henryviii 1509.jpg
Henrique VIII com 18 anos - Autor desconhecido
Arquivo: Oficina de Hans Holbein, o Jovem - Retrato de Henry VIII - Google Art Project.jpg
Henrique VIII - Hans Holbein, o Jovem
Arquivo: Família de Henry VIII c 1545 detail.jpg
A Família de Henrique VIII (da esquerda para a direita, príncipe Edward, Henrique VIII e Jane Seymour) - Autor desconhecido

21 de Abril de 1960: É inaugurada a cidade de Brasilia, substituindo o Rio de Janeiro como capital do Brasil

No dia 21 de Abril de 1960 a cidade de Brasília foi inaugurada como capital do Brasil.
Apesar de ter sido idealizada na primeira Constituição da República, de 1891, a construção de Brasília só ocorreu na gestão de Juscelino Kubitschek (1956-1961), sendo a meta síntese do seu famoso Plano de Metas. Com o lema “Cinquenta anos em cinco”, Juscelino Kubitschek queria basear o seu governo num modelo de desenvolvimento económico acelerado, transformando o Brasil agrário e “atrasado” num país industrializado e “desenvolvido”. O plano dava prioridade a cinco sectores: energia, transporte, indústria de base, alimentação e educação. Juscelino Kubitschek, assim, investiu principalmente na construção de rodovias e,movido por um ideal de integração do território nacional, transformou a antiga ideia de levar a capital para o coração do país em realidade.
A inauguração de Brasília, aguardada ansiosamente pelos brasileiros, ocorreu no mesmo dia em que possivelmente aconteceu a fundação de Roma (753 a.C.), o centro do maior império da Antiguidade Clássica e, hoje, capital da Itália; e também na mesma data em que se lembra a morte de Joaquim José da Silva Xavier – o Tiradentes -, conhecido por ter sido o herói da Inconfidência Mineira.
Ciente da importância histórica do 21 de Abril, Juscelino Kubitschek  acordou bastante cedo para iniciar o dia de celebração, no qual a capital seria transferida oficialmente do Rio de Janeiro para Brasília. Logo pela manhã, o presidente ouviu o toque da alvorada pela Banda do Batalhão de Guardas, e, depois hasteou a Bandeira Nacional brasileira em Frente à nova sede do Governo, o Palácio do Planalto.
“Brasília já vem sendo apontada como demonstração pujante da nossa vontade de progresso, como índice do alto grau da nossa civilização. Já a envolve a certeza de uma época de maior dinamismo, de maior dedicação ao trabalho e à Pátria, despertada, enfim para seu irresistível destino de criação e força construtiva”, declarou Juscelino, ao encerrar o discurso de instalação do Poder Executivo no Planalto.
Baseada no Plano Piloto de Lúcio Costa, vencedor de concurso público em 1957, Brasília era o símbolo do desenvolvimento brasileiro.
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Edifício-sede do Congresso Nacional
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Ficheiro:GUSTAVE HASTOY - Assinatura do projeto de Constituição de 1891.jpg
Gustave Hastoy: Assinatura do projeto da Constituição de 1891, c. 1891. Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro
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Lúcio Costa: Esboço do Plano Piloto

21 de Abril de 1910: Morre Samuel Langhorne Clemens, Mark Twain, autor de "As Aventuras de Tom Sawyer".

Escritor norte-americano, de nome verdadeiro Samuel Langhorne Clemens, nascido a 30 de novembro de 1835, na Florida, e falecido a 21 de abril de 1910. Quando tinha 4 anos a família mudou-se para Hannibal, na margem do Rio Mississípi. O pai de Twain morreu em 1847 e ele tornou-se aprendiz de impressor (1847-55). Entre 1853-54 viajou pelos diversos estados, trabalhando como impressor. Após uma breve viagem ao Brasil, tornou-se piloto fluvial no Mississípi (1857-61). Nessa época adotou o pseudónimo de Mark Twain, que na linguagem de verificação da profundidade dos rios significa "duas marcas" na sonda. Foi jornalista e conquistou a atenção do público com o conto The Celebrated Jumping Frog of Calaveras County, publicado em 1865 num jornal e depois editado em livro com outros ensaios (1867). Em 1867 Twain visitou a França, a Itália e a Palestina, recolhendo material para o seu livro The Innocents Abroad (1869), que estabeleceu a sua reputação de humorista. Twain casou em 1870 e fixou-se em Hartford, Connecticut. Dois anos depois publicou Roughing It, e em 1873 The Gilded Age. Em 1876 foi publicada a primeira das suas grandes obras, The Adventures of Tom Sawyer (Tom Sawyer), romance baseado nas experiências da adolescência do autor no Rio Mississípi. No seu livro seguinte, A Tramp Abroad (1880) o autor revisitou a Europa, regressando ao seu território com Life on the Mississippi. A obra-prima da carreira literária de Twain, The Adventures of Huckleberry Finn (Huckleberry Finn), foi publicada em 1884. O livro, que à semelhança de Tom Sawyer parecia um livro para jovens, constituía na realidade uma fábula da América urbana e industrial que na época de Twain ameaçava o sonho de liberdade junto da natureza. Huck representava muitas das aspirações da sociedade americana, com as quais o público facilmente se identificou. O romance estabeleceu definitivamente Twain como um dos grandes humoristas da literatura mundial. Entretanto foram publicadas outras obras do autor: A Connecticut Yankee in King Arthur's Court (1889), The Tragedy of Pudd'nhead Wilson (1894) e Personal Recollections of Joan of Arc (1896). A década de 1890 foi marcada por dificuldades financeiras e nos últimos anos de vida o gosto de Twain pela caricatura burlesca deu lugar a um pessimismo satírico. A dimensão irónica do mundo e em particular do sonho americano revelaram a nova paisagem americana em toda a sua materialidade. A sensibilidade do escritor, dividida na transição da América para a era industrial, influenciou particularmente William Dean Howells, amigo próximo de Twain.
Mark Twain. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. 
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File:Mark Twain, Brady-Handy photo portrait, Feb 7, 1871, cropped.jpg
Mark Twain , 1871



Frontispício da primeira edição de As Aventuras de Tom Sawyer (1876




21 de Abril de 753 a. C. Fundação de Roma por Rómulo, segundo a tradição.

A cidade de Roma, que significa força, em grego, terá sido fundada, provavelmente, em 753 a.C, segundo os estudos de Varrão (116-27 a. C.), um polígrafo contemporâneo de Júlio César.
De acordo com a lenda, a seguir à queda de Troia (século XII a. C.), o troiano Eneias ter-se-ia fixado junto ao rio Tibre, onde se casou com uma filha do rei Latino (dando-se o nome de Latinos ao seu povo). Da sua descendência, surgiram, três séculos mais tarde, os irmãos Amúlio e Numitor. Este foi afastado do trono pelo seu irmão mais novo. E para que não houvesse descendência, Amúlio fez com que filha do seu irmão Numitor, Reia Sílvia, se tornasse Vestal (sacerdotisa virgem, consagrada à deusa Vesta).
Um dia, segundo a versão mais corrente da lenda, a jovem vestal terá ido buscar água para um sacrifício a um bosque sagrado, junto ao rio Tibre, quando foi seduzida (para outros, apenas assediada) por Marte, deus romano da guerra, que a engravidou, tendo nascido desta união proibida dois gémeos, Rómulo e Remo. Amúlio, temeroso que estas crianças viessem futuramente a destroná-lo, ordenou que as pusessem, fora dos seus domínios, num cesto (ou expostas, noutra versão) junto ao Tibre. Assim, as crianças foram abandonadas junto à colina do Palatino, onde depois nasceria Roma. O rio, em vez de as levar para o mar, milagrosamente, depositou-as em lugar seco, onde seriam descobertas por uma loba, que as criou, juntamente com as suas crias, na sua gruta, no Lupercal. Mais tarde, foram recolhidas por um pastor chamado Fáustulo, que os criou.
Rómulo e Remo, quando jovens, voltaram-se contra Amúlio, destronaram-no e mataram-no, colocando, em seu lugar, Numitor, seu avô, novo rei de Alba (a sede deste reino era no monte Aventino). Depois, decidiram fundar uma cidade no Palatino, o local onde tinham sido salvos pela loba. Mas porque não conheciam o local exato, propuseram-se interrogar os presságios. Remo instalou-se no monte Aventino, e Rómulo no Palatino, onde cada um dos gémeos consultou os deuses para saber onde se fundaria a nova cidade. A Remo foi-lhe enviado como presságio seis abutres a voarem sobre o Aventino, enquanto a Rómulo, favorecido pela Fortuna, lhe surgiram doze abutres. Este logo traçou, em torno de Palatino, um sulco com uma charrua guiada por bois; a terra remexida simbolizava uma muralha e o sulco simbolizava o fosso cujas passagens serviam de portas. Mas Remo, zombando da muralha, transpô-la de um salto, ridicularizando a obra do irmão. Este, furioso, matou-o a golpes de espada, o sacrifício sangrento necessário para fundação de Roma. Rómulo arrependeu-se, posteriormente, chorando a morte do irmão, mas o destino estava traçado. A rivalidade que sempre existiu entre os bairros da Roma antiga, Aventino e Palatino, é explicada pela divergência havida entre os dois irmãos, Rómulo e Remo.
Rómulo, para povoar a cidade e dado que os recursos locais eram insuficientes, permitiu que se alojassem, nos arredores de Roma, exilados, devedores insolentes, homicidas e escravos fugidos. Para além disso, para assegurar a continuidade da população da cidade, foi preciso arranjar mulheres. Deu-se então o rapto das Sabinas, causando uma guerra contra os sabinos, que acabou, no entanto, com um tratado de união entre os dois povos. A segunda geração romana era, deste modo, uma mistura entre habitantes das colinas romanas, latinos e sabinos, fusão que estará na origem da formação étnica do povo de Roma (os Quirites). Diz a lenda que, quando morreu, Rómulo foi levado para os céus por seu pai, o deus Marte, tendo sido, mais tarde, adorado sob a forma do deus Quirino.
Segundo Varrão (753 e 715 a. C.), Rómulo, ainda como primeiro rei de Roma, criou um senado de cem patres (Patrícios), dividindo também a população em trinta cúrias e três tribos: os Ramnenses, os Ticienses e os Lúceres. Depois da morte de Rómulo, Roma foi governada por três reis sabinos, sucessivamente, Numa Pompílio (ou Panfílio, 715-672 a. C.), Túlio Hostílio (672-640 a. C.) e Anco Márcio (640-616 a. C.), que fundou o porto romano de Óstia, alargando os limites de Roma.
Entre 615 e 578 a. C., a cidade foi governada por Tarquínio, o Antigo, que fez uma série de grandes obras públicas e reformou as instituições, a administração pública, bem como o exército. Prosseguiu a sua obra Sérvio Túlio (578-534 a. C.), que dividiu o povo em cinco classes com base na riqueza e melhorou as defesas da cidade. Depois, surge Tarquínio Soberbo (534-509 a. C.), que, para muitos historiadores, se confunde com o primeiro Tarquínio e com Sérvio Túlio. Este ficou para a História como um tirano à boa maneira grega, ainda que tenha dotado Roma de grandes obras infraestruturais, de acordo com a arqueologia. Expulso devido à sua tirania, iniciou-se a República e encerrou-se o ciclo da Monarquia, envolto em lendas e figuras nebulosas, com imprecisões cronológicas e biográficas. Para além desta base lendária e mitológica da fundação de Roma, que conhece também várias versões e hipóteses, não deixa de haver um conjunto de dados hipotéticos, acerca das verdadeiras origens de Roma, quase sempre com base na arqueologia, na linguística e na religião.
A existência de populações na zona de Roma era antiga, anterior ao I milénio a. C.. Por altura do século VIII a. C., prefigurava-se comprovadamente a existência de uma aldeia, Gérmalo, que se situava na encosta ocidental do Palatino, o que reforça a lenda da aldeia de Rómulo, onde sempre se manteve uma choupana, no lugar em que se acreditava ter estado a sua cabana. Os latinos estabeleceram-se nas colinas romanas do Palatino, do Esquilino e do Célio, no século VII a. C., assim como os sabinos se instalaram no Viminal e no Quirinal. As aldeias latinas (sete) formaram uma federação, o Septimôncio, de base agrícola, vulnerável aos sabinos. No entanto, segundo os historiadores, mais do que os latinos ou sabinos ou os povos das aldeias primitivas das colinas, foram os Etruscos os verdadeiros fundadores de Roma, no século VII a. C., quando invadiram o Lácio. Reuniram então todas as aldeias latinas numa cidade. De facto, os três soberanos "etruscos" da cidade, os Tarquínios e Sérvio Túlio, apesar de muitas incertezas e pormenores lendários, tiveram uma existência comprovável pela História e pela arqueologia, ao contrário de Rómulo e dos seus três sucessores, figuras quase mitológicas. Com estes três reis da fase final da Monarquia, a fundação de Roma torna-se numa imagem histórica concreta, com muitas lacunas interpretativas e com lendas a emergirem sempre da história. Roma todavia era uma realidade, em 509 a.C., altura em que se implantou a República, que mais não foram do que revoltas latinas: uma, contra os reis estrangeiros - leia-se etruscos; outra, a do patriciado antigo contra a ascensão política da plebe, favorecida pelos tiranos da Etrúria do século VI a.C.
Fundação de Roma. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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Eneias no tribunal do rei Latino - Ferdinand Bol
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A Loba Capitolina com Rómulo e Remo
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Rómulo e Remo amamentados pela Loba - Rubens