quinta-feira, 19 de outubro de 2017

19 de Outubro de 1943: Morre a escultora francesa Camille Claudel, musa de Auguste Rodin

Camille Claudel, nome artístico de Camille Athanaïse Cécile Cerveaux Prosper, nasceu a 8 de Dezembro de 1864 na  cidade de Aisne  e cresceu na aldeia de Villeneuve-sur-Fère, em França. O seu pai, maravilhado com o talento precoce de Camille, proporcionava-lhe todos os meios de desenvolver as suas potencialidades. Já a mãe de Camille não via com bons olhos a vocação artística da filha.
A vida de Camille Claudel foi sempre alvo de especulações  e a razão de tal facto deve-se à sua relação amorosa com o seu professor, mentor intelectual e amante - o também  escultor Auguste Rodin. 
Dotada de enorme talento que pode ser claramente visto no seu trabalho, desde jovem, Camile demonstrava mestria na utilização do barro. Ela preferia a sensação de tocar o material à de desenhar. Quando a familia de Camille mudou de casa passou a morar no bairro "Nogent-sur-Seine"  e tornaram-se praticamente vizinhos de Alfred Boucher, importante escultor do século XIX. O pai de Camille levou os seus trabalhos para a apreciação de Boucher que, impressionado com o talento da jovem, levou esses mesmos trabalhos para a apreciação de outro famoso escultor Paul Dubois. Após a aprovação desses dois nomes destacados da escultura foi fácil para Camille entrar para a "Académie Colarossi" uma das raras academias abertas também para mulheres.
Em seguida, juntou-se a um grupo de três outras escultoras e começaram a ter aulas informais com Boucher. Quando em 1883 Boucher  se mudou para  Itália, Rodin assumiu a responsabilidade perante os estudantes de Boucher. O deslumbramento pelo enorme  talento da artista e os encontros sucessivos entre Rodin, 43 anos e Camille, 19 anos, levou-os a uma relação que durou quinze anos, relacionamento que influenciou toda a técnica utilizada por Camille nos seus trabalhos até então.
O período em que a  escultora esteve no estúdio de Rodin como sua assistente foi considerado o mais produtivo da vida do famoso escultor e para Camille, a pior fase para a sua afirmação como escultora, independente dele. 
Camille esculpiu o busto de Rodin  e fez transparecer um homem rude e forte. Rodin, modelava Camille raramente como uma vencedora (escultura A França). A obra mais famosa de Camille, A Valsa, marca o coroamento da relação de ambos e da sua realização como escultora. 
O romance com Rodin terminou em 1898. Camille resolve afastar-se dele, tanto pelo facto de Rodin ainda manter uma relação com outra mulher mas também  porque a escultora  queria continuar o seu trabalho sozinha. Longe dele começou a ter problemas financeiros e a demonstrar sinais de distúrbios mentais. Em 1906, ela destrói grande parte de seu próprio trabalho sendo internada num hospital para doentes mentais. 
A eclosão da Primeira Guerra Mundial levou-a a ser transferida para Villeneuve-lès-Avignon, onde  passou os últimos trinta anos de sua vida e lá morreu, no dia 19 de Outubro de 1943, sem nunca ter recebido a visita da sua mãe.
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Camille Claudel em 1884
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Camille Claudel no atelier de Rodin


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Auguste Rodin 


19 de Outubro de 1882: Nasce o pintor italiano Umberto Boccioni, um dos representantes máximos do Futurismo

Pintor e escultor italiano nascido no dia 19 de outubro de 1882, em Reggio di Calabria, e falecido no dia 16 de agosto de 1916, em Sorte (Verona), em consequência de uma queda de cavalo durante manobras militares. Foi um dos representantes máximos do movimento futurista que defendia o progresso acidental, a máquina e o estilo de vida ruidoso e agitado da vida urbana. Em 1901 mudou-se para Roma para estudar acabando por fazer amizade com outros pintores pertencentes a este movimento. No início, mostrou-se interessado na pintura impressionista, principalmente na obra de Cézanne. Fez então algumas viagens a Paris, São Petersburgo e Milão. Regressando em 1910 entrou em contacto com Carrá, Russolo y Marinetti e um ano depois encontrava-se entre os autores do "Manifesto Futurista de Pintura", do qual foi um dos principais teóricos. Foi com a intenção de procurar as bases dessa nova estética que viajou para Paris, onde se encontrou com Picasso e Braque. Ao retornar, em 1912, publicou o "Manifesto Técnico da Pintura Futurista", no qual foram registados os princípios teóricos da arte futurista: condenação do passado, desprezo pela representação naturalista, indiferença em relação aos críticos de arte e rejeição dos conceitos de harmonia e bom gosto aplicados à pintura. Nesse mesmo ano participou da primeira exposição futurista mas as suas obras ainda deixavam transparecer a preocupação do artista com os conceitos propostos pelo cubismo. Os retratos deformados pelas sobreposições de planos ainda não conseguiam expressar com clareza a sua conceção teórica. Um ano mais tarde, com sua obra Dinamismo de um Jogador de Futebol, Boccioni conseguiu finalmente fazer a representação do movimento por meio de cores e planos desordenados, como num pseudofotograma.
Em 1911 inicia a sua atividade como escultor com obras menos numerosas que as suas pinturas mas mais livres e atrevidas e onde sempre afloram elementos neoimpressionistas, assim como por outro lado consegue um intercâmbio surpreendente entre o côncavo e o convexo, superando as experiências cubistas. Nas suas obras escultóricas, que combinam madeira, ferro e cristal, Boccioni pretende ilustrar a interação que se estabelece entre um objeto em movimento e o espaço que o rodeia.
Apesar de tudo, permaneceu sempre muito ligado a uma conceção romântica e tradicional do movimento e do quadro como janela. Em 1915 participou como voluntário na Primeira Guerra Mundial, e é nesta altura que começa a distanciar-se do futurismo, isto é, da velocidade e do dinamismo, aproximando-se de uma análise das imagens plásticas, isto é, dos volumes arredondados e mais estáticos, influenciado por Cézanne.
Umberto Boccioni. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.


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Auto retrato - Umberto BoccioniArquivo: Boccioni Noise.jpg
 
La Strada Entra nella Casa - Umberto Boccioni


19 de Outubro de 1889: Morre D. Luís I, "o Popular"

D. Luís I nasceu no Palácio das Necessidades, a 31 de Outubro de 1838, tendo recebido o nome de Luís Filipe Maria Fernando Pedro de Alcântara António Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis João Augusto Júlio Valfando, e morreu na Cidadela de Cascais, a 19 de Outubro de 1889, tendo sido sepultado no Panteão Real de S. Vicente de Fora). Casou em Lisboa a 6 de Outubro de 1862 com a princesa Maria Pia de Sabóia (n. em Turim, a 16 de Outubro de 1847; f. no Castelo de Stupinigi, no Piemonte, a 5 de Julho de 1911; sepultada na Basílica de Superga, na Itália), filha do rei Vítor Manuel II da Sardenha e de sua mulher a arquiduquesa Maria Adelaide. 
Filho segundo de D. Maria II (1819-1853) e de D. Fernando III (1816-1885). Assumiu o governo a 14 de Outubro de 1861 e foi aclamado rei a 22 de Dezembro desse mesmo ano. Era primorosamente educado, com temperamento de literato e artista. Embora tivesse dominado a paz no reinado, houve um levantamento de tropas, em 1862 e em finais de 1867 o movimento da Janeirinha e em 19 de Maio de 1870, o duque de Saldanha impôs a demissão do governo, e passou a assumir a presidência do novo ministério.

Em 1865-1866 a vida mental foi sacudida pela Questão Coimbrã e em 1871 surgiu a iniciativa das Conferências Democráticas do Casino. Realizam-se as viagens ao interior da África, o major Serpa Pinto de Benguela ao Bié, Zambeze e chegou às cataratas de Vitória. Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens exploraram o sertão de Benguela e atravessaram a África de Luanda a Tete.
A partir de 1876 o Partido Progressista aspira a articular o Estado segundo a teoria liberal, propondo a reforma da Carta, a descentralização administrativa, a fidedignidade e ampliação do sufrágio eleitoral, a reorganização do poder judicial e da contabilidade pública. Em 1877 demitiu-se o ministério regenerador de Fontes Pereira de Melo e voltou a ser reintegrado. Posteriormente os progressistas atacaram o rei, acusando-o de patrocinar os regeneradores (Emídio Navarro, no Progresso, Joaquim Martins de Carvalho, no Conimbricense). O ministério regenerador caiu, em 1879, e D. Luís chamou os progressistas a formar governo. O republicanismo evoluíra também e em 1878 toma lugar na Câmara o primeiro deputado republicano, Rodrigues de Freitas, eleito pelo Porto. Em 1880 o Partido Republicano era uma realidade e uma força.
O reinado de D. Luís assinalou-se materialmente pelo progresso, socialmente pela paz e pelos sentimentos de convivência e politicamente pelo respeito pelas liberdades públicas, intelectualmente por uma geração notável (Eça de Queiroz, Antero de Quental, etc.).
Fontes: www.arqnet.pt
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D. Luís



D. Maria Pia e D. Luís I, 1862.
D. Luís e D. Maria Pia de Saboia

19 de Outubro de 1745: Morre o escritor irlandês Jonathan Swift, autor de " As Viagens de Gulliver".

Jonathan Swift nasceu em Dublin no dia 30 de Novembro de 1667 e faleceu na mesma cidade a 19 de Outubro de 1745. Foi um dos maiores escritores satíricos de língua inglesa e um poeta notável, cuja obra se distinguiu pelo vigor e espontaneidade, o que lhe valeu o reconhecimento da sociedade da época.
Entre os sete e os quinze anos frequentou a Grammar Scholl de Kilkenny em Dublin e em 1682 ingressou no Trinity College de Dublin, onde, apesar das constantes punições, se licenciou quatro anos mais tarde. Em 1692, e depois de se empregar como secretário de Sir William Temple, estadista e escritor de grande prestígio, obteve o doutoramento em Hart Hall, Oxford. Em 1694 foi ordenado sacerdote da Igreja Anglicana e colocado na paróquia de Kilrrot, perto de Belfast, uma paróquia hostil à sua Igreja, o que o fez decidir a voltar ao serviço de William Temple até à morte deste em 1699. Desempregado, regressa então à Irlanda como capelão de Lorde Berkeley. Em 1702 obteve o doutoramento em Teologia em Dublin e cinco anos depois voltou a Londres designado pelo clero inglês embaixador perante o governo. Devido a questões políticas, a sua gestão foi pouco eficaz mas, em compensação, tornou-se nesta altura uma celebridade literária. Grande moralista, é possível que o seu génio literário nascesse da desesperada indignação que experimentava frente à habilidade do homem em "aplicar mal a sua razão para aumentar a corrupção". Depois da sua primeira obra impressa, Ode to the Athenian Society (1692), o seu estilo evolui de forma notável nas obras posteriores entre as quais há que mencionar as sátiras Tale on a Tub (1704) e Battle Between the Ancient and Modern Books (1704). Escreveu também Journal to Stella (1714), As Viagens de Gulliver (1706), sua grande obra prima e uma sátira cáustica não apenas da sociedade como também da mesquinhez do género humano, Cadenus and Vanessa (1726), Sobre a Poesia (1733), The Legion Club (1736), Verses on the Death oh Doctor Swift (1739) e Directions to Servants(1745). No fim dos anos de 1730 começou a entra em declínio e, em 1742, recebeu o diagnóstico médico de "incapacidade mental e da memória", vindo a falecer três anos mais tarde.
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Retrato de Jonathan Swift por Charles Jervas 
As Viagens de Gulliver

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

18 de Outubro de 1830: É estabelecida a última bandeira do regime monárquico

A última bandeira da Monarquia entrou em vigência pelo decreto de 18 de Outubro de 1830, emitido pelo Conselho de Regência em nome da rainha Maria II de Portugal, Conselho esse que se achava exilado na Ilha Terceira, no quadro da guerra civil. Este, determinava que a bandeira nacional passasse a ser verticalmente bipartida de branco e azul, ficando o azul à tralha; sobre o conjunto, ao centro, deveria assentar as armas nacionais, metade sobre cada cor.
O branco e o azul tinham sido adoptados como cores nacionais por decreto das Cortes Gerais da Nação de 22 de Agosto de 1821, na sequência da revolução liberal do ano anterior. A bandeira nacional tinha, no entanto, mantido a mesma ordenação, com o campo totalmente em branco.
Reza a tradição que a primeira bandeira constitucionalista teria sido bordada pela própria rainha Maria II de Portugal e trazida para o continente pelos Bravos do Mindelo, quando desembarcaram nas proximidades em Vila do Conde para conquistarem o Porto, onde viriam a ficar situados ao longo de mais de um ano.
Tem-se gerado alguma controvérsia acerca das proporções do branco e do azul nesta bandeira; a bandeira para uso terrestre era igualmente bipartida de branco e azul; a para uso naval, essa sim, apresentava o azul e o branco na proporção de 1:2, um pouco à semelhança do que sucede com o actual pendão nacional português.
Ao mesmo tempo foi introduzido um novo Jaque Nacional para os navios de guerra. Era branco, com uma orla azul e as Armas Nacionais ao centro. Foi também introduzida uma nova Flâmula Nacional, azul e branca.
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Ultima Bandeira do Reino Português usada entre (1834 - 1910)

18 de Outubro de 1741: Nasce o escritor francês Choderlos de Laclos, autor de "Ligações Perigosas".

Pierre Ambroise François Choderlos de Laclos passou para a história da literatura universal como o autor da obra  As Ligações Perigosas. Nasceu  no dia 18 de Outubro de 1741 e morreu a 5 de Setembro de 1803. Soldado do exército francês, Choderlos de Laclos veio a obter reconhecimento como escritor. Aos 18 anos, Laclos optou pela carreira militar, entrando na escola de artilharia. O tédio e a solidão nas guarnições em cidades do interior, porém, acabaram levando-o para a literatura. Apesar do sucesso com As Ligações Perigosas, obra publicada em 1782, Laclos também brilhou como militar. Ele foi nomeado general por Napoleão Bonaparte , em 1800, e participou activamente de algumas campanhas bem-sucedidas do imperador.
O principal objectivo de Laclos com As Ligações Perigosas foi mostrar a libertinagem da decadente aristocracia francesa no final do século XVIII: o jogo da sedução era uma forma de diversão para os nobres que assim tentavam escapar do tédio nos últimos anos antes da Revolução Francesa. Este despropósito moral é, de certa forma, atenuado pelo brilhantismo com que a obra é redigida. Ao invés de horrorizar-se com a depravação das personagens principais, Valmont e a marquesa de Merteuil, o leitor acaba por ficar fascinado pela precisão matemática que marca cada etapa da intriga.
Laclos utiliza no livro o recurso das cartas, solução tornada famosa por Samuel Richardson, e o seu brilhantismo verbal transforma cada epístola numa perfeita transcrição do carácter de quem a escreveu. Tão insidiosa é essa habilidade que Cécile de Volanges permanece inexoravelmente como uma personagem estúpida, por quem é difícil de se ter qualquer preocupação de carácter emocional.
Além de escrever As Ligações Perigosas, Laclos produziu também outras obras. Uma delas, Uma Carta à Academia Francesa Sobre o Senhor Marechal de Vauban (1786),  causou-lhe tantos problemas que ele acabou por ser expulso do exército. Um ano depois da revolução, em 1790, ele aceitou servir sob as ordens do duque de Orleães e tornou-se militante do partido dos jacobinos . Preso em 1793, durante o período conhecido como Terror, Laclos foi libertado e detido novamente e só voltou à liberdade um ano depois. Após a reabilitação e a promoção concedida por Napoleão, em 1800, Laclos serviu nas campanhas do Reno e da Itália. Morreu em Taranto, em 1803.


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Retrato atribuído a Alexandre Kucharski


Retrato de me  Laclos atribuído a Alexandre Kucharski

18 de Outubro de 1739: António José da Silva, "O Judeu", é executado, num auto de fé, por ordem da Inquisição

Poeta, comediógrafo e advogado, dito o Judeu, nasceu em 1705, no Rio de Janeiro, e veio a ser executado em 1739, em Lisboa. É considerado o dramaturgo português mais importante entre Gil Vicente e Almeida Garrett. Originário de uma família de cristãos-novos, perseguida pela Inquisição, facto que lhe valeu a alcunha de "o Judeu", chegou do Rio de Janeiro a Portugal, com 8 anos, para o julgamento da sua mãe. Este incidente permitiu-lhe estudar em Lisboa e mais tarde em Coimbra, onde se formou em Direito (1728).

As suas comédias foram escritas em prosa, embora com alguns recitativos poéticos,  destinavam-se à representação essencialmente por bonifrates. Situa-se a sua obra na transição da comédia espanhola para o melodrama italiano. Calderon, Tirso de Molina e Lope de Vega foram algumas das influências sofridas.No Teatro do Bairro Alto foram representadas algumas das  suas  comédias, em que incluía números musicais:  Vida de Esopo (1734), Os Encantos de Medeia (1735) Labirinto de Creta (1736)  Guerras do Alecrim e Manjerona (1737).
Em 1726 foi preso pelo Santo Ofício juntamente com a mãe e libertado meses depois. Pouco tempo após a sua estreia no teatro, em 1733, o comediógrafo casou-se com uma prima judia de quem teve uma filha. Quatro anos depois, em 1737, António foi preso pela Inquisição, juntamente com a mãe e a esposa (Leonor de Carvalho). A mãe e a mulher seriam libertadas posteriormente.
António José da Silva foi  torturado. O processo decorreu com notória má-fé por parte do tribunal e o autor foi condenado, apesar de a leitura da sentença deixar transparecer que ele não seria, de facto, judaizante.Como era regra com os prisioneiros que, condenados, afirmavam desejar morrer na fé católica, António José da Silva foi garrotado antes de ser queimado num Auto-de-Fé em Lisboa  no dia 18 de Outubro de 1739.  

A história deste autor inspirou Bernardo Santareno, ele próprio de origem judaica, a escrever a peça O Judeu, que, por sua vez, tem o mesmo titulo que a obra do romancista português Camilo Castelo Branco, que retrata a vida de varias gerações da família de António José da Silva até à sua morte.
António José da Silva. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
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António José da Silva

Selo de 2010 dedicado a António José da Silva