quarta-feira, 12 de junho de 2013

Mulheres na História (XXI) Nefertiti

A fama da beleza de Nefertiti ultrapassou a barreira do tempo e do espaço. A sua imagem é considerada como das mais  belas que nos chegou do mundo antigo.
Rainha egípcia do século XIV a. C., foi esposa do faraó Amenófis IV, tendo-o apoiado na sua obra singular de revolução religiosa e política.
Não se sabe que idade teria Nefertiti quando casou com Amenófis IV (o futuro Akhenaton). Era considerada uma mulher de rara beleza,o seu nome já diz tudo, pois ele significa: a bela chegou. A referida beleza está também patenteada nas representações artísticas conhecidas, nomeadamente na cabeça esculpida em pedra existente no Museu Nacional de Berlim. A referida obra foi encontarada em  Dezembro de 1912 em Amarna. A descoberta foi da responsabilidade de uma equipa arqueológica da Sociedade Oriental Alemã (Deutsche Orient Gesellchaft) liderada por Ludwig Borchardt (1863-1938). A peça foi encontrada na zona residencial do bairro sul da cidade, na casa e oficina do escultor Tutmés.

Apesar da sua ascendência nobre, não era com ela que Amenófis IV deveria ter casado, mas a tradição de inovação protagonizada pelo pai do novo imperador facilitou a união. O casamento aconteceu quando Amenófis IV teria aproximadamente 12 anos e Nefertiti seria ainda mais nova. O casamento estatal tornou-se com o tempo numa união amorosa sólida, representada amiúde na arte egípcia do seu tempo, onde a expressão de tais sentimentos não surge tradicionalmente com frequência.
O casal teve seis filhas e nenhum varão. Quando a saúde de Amenófis IV começou a tornar-se débil, Nefertiti preparou a sua sucessão, sendo ela, segundo a tradição, a base de apoio do jovem Tutankhaton, cunhado de Amenófis IV, que reinaria à morte de seu marido com o nome de Tutankhamon.
Nefertiti terá morrido durante o período de regência do seu marido, após cinco ou seis anos.

Muitos já tentaram entender a fascinação de Nefertiti: através de testes radiológicos, tomografia computadorizada ou por medições. Para a egiptóloga Friederike Seyfried, o busto é um exemplo perfeito do artesanato do Antigo Egipto. "É um trabalho incrivelmente perfeito e fino, é acentuadamente simétrico. A representação é muito detalhada, até as menores rugas sobre os olhos, e, apesar disso, muito idealizada."
Para Carola Wedel (documentarista), a atracção especial está no facto de que Nefertiti parece que vai sair a qualquer momento do seu pedestal, de tão vivaz que ela parece. Ela citou Thomas Mann, para quem Nefertiti era sinónimo de paz e simetria, e citou também a historiadora da arte Camille Paglia, que descreveu a bela egípcia como austera e inacessível.
A própria Carola Wedel vê em Nefertiti uma união equilibrada de humanidade, dignidade e beleza. Pode-se chamar do que for, mas uma coisa é certa: o brilho de Nefertiti sobreviverá a qualquer época.
Fontes: Nefertiti. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)
 
Ficheiro:Nefertiti 30-01-2006.jpg
O Busto de Nefertiti - Museu de Berlim
Ficheiro:Nefertiti bust (front).jpg
Akhenaton e Nefertiti - Museu do Louvre
File:Akhenathon and Nefertiti E15593 mp3h8771.jpg
 
Estela que representa a família real. Museu Egípcio do Cairo
Ficheiro:GD-EG-Caire-Musée066.JPG

2 comentários:

  1. Todas as suas representações são bonitas, mas o busto é lindíssimo!

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    1. É uma obra prima! Os traços de Nefertiti são sublimes.

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